quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Assim não dá! Cultivar a explusão de alunos como rotina. Por Verônica Fraidenraich

No horário reservado para resolver questões burocráticas, aparece na sua frente um aluno que foi expulso da classe. Você acha que o melhor caminho é conversar com ele ou dar-lhe uma bronca e que isso vai resolver o problema. Que nada! Na semana seguinte, vem outro e depois outro. Além de atrapalhar a rotina e tornar a sua sala um lugar temido pelos jovens, a falta de atitude dos gestores para diminuir as expulsões de sala de aula pode tornar comum uma prática que deveria ser exceçãoÀ escola cabe identificar e analisar os motivos de atitudes inadequadas por parte dos estudantes e dos professores e funcionários. Uma primeira medida é levantar questões como: é sempre o mesmo aluno que é convidado a se retirar da sala? Ou é determinado professor que tem o hábito de expulsar? Que atitude levou à exclusão? As respostas vão apontar os caminhos para a ação: caso seja sempre o mesmo aluno, vale investigar como estão o desempenho dele, a participação na aula e o relacionamento com os colegas. Se é um docente que tem por costume tomar essa medida, é preciso saber o que o incomoda e oferecer maneiras de resolver conflitos. Como é a postura dele durante a aula? Os alunos entendem as atividades propostas? É bom lembrar que algumas regras de convivência precisam ser discutidas pelos alunos para que eles também se sintam responsáveis por cumpri-las. E os critérios para punições estão entre elas. A escola é um espaço educativo e as situações de resolução de conflitos são ricas para que os alunos aprendam valores e atitudes da boa convivência social.

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